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Irmão de Djidja Cardoso é autorizado a deixar presídio e cumprir pena em regime semiaberto no Amazonas

Djidja Cardoso com a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão Ademar Cardoso. Reprodução/Redes Sociais Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidj...

Irmão de Djidja Cardoso é autorizado a deixar presídio e cumprir pena em regime semiaberto no Amazonas
Irmão de Djidja Cardoso é autorizado a deixar presídio e cumprir pena em regime semiaberto no Amazonas (Foto: Reprodução)

Djidja Cardoso com a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão Ademar Cardoso. Reprodução/Redes Sociais Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, teve a liberdade concedida após a Justiça do Amazonas decretar a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto. A decisão foi proferida pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, nesta sexta-feira (23), e determina uma série de medidas a serem cumpridas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ademar cumpre uma pena de 10 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, estando preso desde maio de 2024, dias após Djidja ser encontrada morta dentro da casa da família com sinais de overdose de cetamina. Pelo cálculo inicial da execução penal, Ademar só teria direito a progredir para o regime semiaberto em outubro de 2027. No entanto, o benefício foi antecipado para outubro de 2026 graças ao abatimento de 364 dias de pena. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a decisão, o irmão de Djidja preencheu os requisitos temporais e de bom comportamento exigidos pela Lei de Execução Penal graças a participação constante em atividades de trabalho, leitura e estudo na unidade prisional, incluindo a aprovação no Enem 2025. Além disso, o laudo do exame criminológico, feito por uma comissão multiprofissional, atestou a capacidade de autocontrole, discernimento e aptidão de Ademar para o retorno gradual à sociedade. O Ministério Público do Amazonas também emitiu parecer favorável à concessão da progressão. A defesa de Ademar informou que a saída da unidade prisional está prevista para às 10h deste sábado (24). Familiares e amigos preparam uma recepção no salão de beleza Belle Femme, administrado pela família Cardoso, no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus. Uso de tornozeleira eletrônica e regras do semiaberto A Justiça determinou a expedição do alvará de soltura para que Ademar seja encaminhado à unidade responsável para cadastro e instalação de tornozeleira eletrônica. Para manter a liberdade no regime semiaberto, Ademar terá que cumprir uma série de obrigações impostas pelo juízo: Recolhimento noturno: permanecer em sua residência das 22h às 6h nos dias úteis, podendo sair apenas para trabalhar, estudar ou fazer tratamento de saúde; Fins de semana e feriados: recolher-se integralmente em casa; Viagens e mudança: não mudar de endereço nem se ausentar de Manaus sem autorização prévia da Justiça; Proibições: não ingerir bebidas alcoólicas, não usar drogas ilícitas e não portar nenhum tipo de arma. Soltura ocorre menos de um mês após mãe deixar presídio A progressão de pena de Ademar Cardoso ocorre menos de um mês após a mãe dele, Cleusimar Cardoso, deixar a prisão. Ela também teve a ida para o regime semiaberto autorizada pela Justiça no dia 28 de setembro. A decisão também foi da juíza Sabrina Cumba Ferreira. Cleusimar foi condenada, em julho deste ano, a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus. Segundo a sentença, ela era apontada como a principal articuladora e líder do grupo investigado no caso. Ela também está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica e cumpre uma série de regras, como permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana. Mãe de Djidja Cardoso deixa a prisão e é recebida com festa por amigos e funcionários de salão de beleza em Manaus Condenação no caso Djidja Ademar foi condenado em 22 de julho de 2026, junto com outras seis pessoas, em uma nova sentença relacionada ao esquema investigado pela Operação Mandrágora. Também foram condenados Cleusimar Cardoso, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima. As penas dos sete condenados variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão. Segundo a sentença, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa "Pai, Mãe, Vida" para distribuir e aplicar cetamina. A substância é usada como anestésico veterinário e, segundo a investigação, era obtida de forma ilegal e utilizada em rituais do grupo. Outros três réus — Emicley Araújo Freitas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas — foram absolvidos por falta de provas suficientes. Sete condenados no Cado Djidja: mãe e irmão recebem penas por tráfico de cetamina Nova sentença A condenação de julho foi uma nova decisão sobre o mesmo processo. A sentença anterior havia sido anulada pela Justiça 10 meses antes. Depois da regularização das provas periciais, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para confirmar os crimes e a responsabilidade dos condenados. LEIA TAMBÉM: Djidja Cardoso: o que se sabe e o que falta saber sobre a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido Morte de Djidja Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido que morreu por suspeita de overdose TV Globo/Reprodução Djidja Cardoso foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. Ela ficou conhecida por interpretar a sinhazinha do Boi Garantido e foi uma das principais atrações do Festival de Parintins durante cinco anos. Segundo o laudo preliminar citado na investigação, ela morreu após sofrer um edema cerebral, que comprometeu o funcionamento do coração e da respiração. O documento não apontou o que teria causado o edema. A principal linha de investigação da polícia foi a possibilidade de uma overdose de cetamina. Durante as investigações, policiais encontraram frascos da substância enterrados no quintal da casa de Djidja. Também foram apreendidas caixas de cetamina, seringas, frascos, bulas e cartelas de medicamentos.